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opiniões emitidas nas entrevistas são de responsabilidade
exclusiva dos entrevistados, e não necessariamente refletem
o pensamento da SBTD. É papel da nossa Sociedade estimular
a ampla participação de todos os profissionais
interessados no Traumatismo Dentário. |
Entrevistada: Dra. Kátia Regina Hostílio
Cervantes Dias
Entrevista publicada em 06/07/2007
•
Especialista em Dentística FO UERJ
• Mestre e Doutora em Clínica Odontológica
FO USP
• Pós- Doutorado em Biomateriais Boston University
• Livre Docência em Dentística FO UERJ
• Profa Associada FO UFRJ
• Profa Titular FO UERJ
• Presidente da SBPqO |
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SBTD - Kátia
como você definiria: COLAGEM DE FRAGMENTOS CORONÁRIOS
FRATURADOS e quais seriam as importâncias odontológica
e social deste procedimento?
A colagem é um procedimento conservador, estético,
de execução fácil e rápida, que restaura
a morfologia e o contorno da coroa dentária (Tsurumaki AM
et al., 2001). A reinserção de fragmentos dentários
tornou-se uma alternativa restauradora vantajosa desde o desenvolvimento
dos compósitos resinosos e do sistema adesivo.
Importância Odontológica: A estrutura dentária,
quando utilizada como material restaurador, é capaz de devolver
e manter o brilho, a translucidez, a dureza e a lisura do esmalte,
a absorbância, o contorno e o desgaste do dente fraturado
(Fontana UF et al., 1995). BARATIERI e Cols., em 1990, defenderam
a colagem ressaltando que ao ser comparada com a restauração
em resina composta, apresenta estética melhor e mais prolongada,
manutenção da guia anterior em esmalte, resgate emocional
e social do paciente, além da técnica operatória
ser mais simples e rápida.
Importância Social: Trata-se de um procedimento de baixo
custo quando comparado aos procedimentos restauradores diretos e/ou
indiretos; eficaz do ponto de vista psicológico, pois resgata
o bem estar emocional e social do paciente e de seus familiares.
SBTD -
Faça alguns comentários em relação à
técnica de colagem.
Para que façamos uma colagem de fragmentos, deveremos estar
atentos à extensão do(s) tecido(s) fraturado(s). Assim:
Uma fratura de Esmalte
Representa cerca de 21% das fraturas resultantes de traumatismo
dental e raramente prejudicam a estética e/ou função.
Nestes casos preferimos optar pela não-restauração
do dente, apenas realizando a regularização e alisamento
das bordas de esmalte. Controle clínico e radiográfico
periódicos por um tempo mínimo de 8 anos. Caso o paciente
não aceite, o dente poderá ser restaurado por meio
de uma técnica adesiva com resina composta, sem necessidade
de preparo cavitário. Quando o fragmento dental for encontrado,
o que é muito difícil de ocorrer, este poderá
ser colado por meio da técnica do condicionamento ácido
do esmalte e do uso de um sistema adesivo resinoso.
Uma fratura de esmalte/dentina sem exposição pulpar
e sem invasão dos espaços biológicos
Representa cerca de 57% das fraturas dentais e atingem com maior
freqüência os incisivos centrais superiores. Para este
tipo de fratura, existem duas alternativas de tratamento:
• Manutenção e controle clínico/radiográfico
sem nenhum tipo de restauração - neste caso o profissional
deve considerar o risco de que bactérias ou toxinas bacterianas
possam penetrar pela dentina até a polpa e, assim, ocasionar
complicações pulpares que poderão levá-la
à necrose. Stälhane e Hedegard demonstraram que apenas
0,5% destes dentes apresentavam necrose pulpar, e que esta se deve
ao traumatismo e não à invasão bacteriana.
• Execução de uma restauração
adesiva com ou sem colagem do fragmento fraturado.
Uma fratura de esmalte/dentina com exposição pulpar
e sem invasão dos espaços biológicos
Apesar de parecer pouco favoráveis para manter a vitalidade
do dente, elas têm sido tratadas de forma conservadora com
sucesso, especialmente em pacientes jovens.
Ao deparar com esse tipo de fratura, o profissional deverá
decidir se é vantajoso e conveniente executar o tratamento
conservador ou optar pelo tratamento radical e executar pulpotomia.
Caso o profissional opte pela manutenção da vitalidade
da polpa exposta, é conveniente e necessário observar
os seguintes fatores: ausência de dor espontânea contínua
no dente em questão e o tipo de , se for sangramento “vermelho-vivo”
maiores serão os índices de sucesso em polpas jovens;
quanto mais recente for a exposição, melhor será
o prognóstico; o tamanho da exposição não
é fator determinante do tipo de tratamento; a consistência
do tecido pulpar é difícil de ser comprovada, porém
polpas liquefeitas respondem mal ao tratamento conservador; dentes
com ápice incompleto e polpas volumosas geralmente propiciam
melhor prognóstico.
Após analisar os fatores acima, o profissional poderá
optar por um dos três tipos de tratamento:
- Curetagem pulpar;
- Pulpotomia;
- Capeamento pulpar.
O corte da polpa deverá ser o mais conservador possível.
Em tese o que deveria determinar a profundidade do corte seria a
infecção bacteriana da polpa dentária.
Após limpeza e desinfecção da porção
da polpa exposta contaminada (que nas duas primeiras opções
compreende o corte intencional da parte infectada da polpa), o remanescente
deverá ser revestido por um material biocompatível
que estimule a cicatrização e o reparo da polpa remanescente.
O material mais utilizado para o revestimento biológico do
tecido pulpar em tratamentos conservadores tem sido o hidróxido
de cálcio na forma de pó ou pasta. O pó deve
ser preferencialmente aplicado com auxílio de um porta-amálgama
esterilizado e assentado suavemente sobre a exposição.
O pó de hidróxido de cálcio deve permanecer
sobre a exposição protegido pelo cimento de hidróxido
de cálcio e/ou ionomérico + adesivo+resina composta
ou ser removido com a lavagem do ácido aplicado sobre a área
dentinária adjacente à exposição.
Finalmente uma fratura de esmalte/dentina sem ou com exposição
pulpar e com invasão dos espaços biológicos
São as mais difíceis de serem tratadas, pois exigem,
muitas vezes, abordagem interdisciplinar. O tratamento endodôntico
radical e a execução de procedimentos cirúrgicos
periodontais são indispensáveis para a resolução
da maioria dos casos. A invasão do espaço biológico
nestas fraturas poderá ocorrer em um nível coronal,
apical ou no mesmo nível da crista óssea. Quanto mais
apical for a invasão, mais difícil será a resolução
do caso e pior será o prognóstico.
Apesar de não ser muito freqüente, pode ocorrer invasão
do espaço biológico sem exposição pulpar.
Nesses casos, a dentina com vitalidade poderá ser protegida
de forma tradicional, preferencialmente, ou por meio do emprego
de um sistema adesivo resinoso. Caso haja exposição
pulpar, o profissional deverá decidir se mantém a
polpa exposta com vitalidade por meio do tratamento conservador
ou se realiza o tratamento endodôntico radical.
As opções de tratamento que podemos empregar para
solucionar este tipo de fratura são as seguintes:
• Cirurgia a retalho para restabelecimento do espaço
biológico e subseqüente colagem do fragmento na mesma
sessão ou em sessão posterior;
• Cirurgia a retalho (restabelecimento do espaço biológico)
e restauração adesiva direta com compósitos,
na mesma sessão ou em sessão posterior;
• Cirurgia a retalho para restabelecimento do espaço
biológico, e restauração adesiva indireta;
• Cirurgia a retalho, plástica dental e restauração
adesiva (colagem de fragmento ou compósito na mesma sessão
ou em sessão posterior);
• Cirurgia a retalho (sem osteotomia/osteoplastia) para acesso
à margem da fratura (fratura coronal à crista óssea)
e colagem do fragmento na mesma sessão;
• Extrusão radicular e restauração do
dente;
SBTD - Em relação
a um protocolo clínico, o que você o consideraria?
Deveremos refletir na seqüência:
-
Profilaxia: Deve-se
proceder a limpeza dos dentes com pasta profilática de
granulação fina e taça de borracha, em especial
do dente fraturado e do próprio fragmento.
- Seleção
da cor: Feita com pequena porção da resina
sobre o remanescente dentário em ambiente com iluminação
adequada, de preferência luz natural. Outra alternativa
seria simular a “colagem “ sem os procedimentos adesivos.
Assim sendo, a resina selecionada é aplicada no fragmento,
o qual é posicionado e a resina seria então polimerizada
observando-se se ela ficaria visível ou não após
a colagem.
-
Anti-sepsia: feita com auxílio de um cotonete
umedecido com mertiolate incolor ou iodo-povidona na região
a ser anestesiada.
- Anestesia.
- Prova
do Fragmento: Assim que houver a fratura, o paciente
deverá ser orientado para guardar o fragmento em água
ou na própria saliva. Caso o fragmento seja mantido fora
da água ou de outro meio úmido, ele sofrerá
desidratação e ficará mais branco que o remanescente
dental. Para a prova, o fragmento deverá ser retirado da
água, limpo com pasta profilática e imobilizado
com um dispositivo que facilite o seu manuseio (Vivastik/Vivadent
ou confecção de um “guia localizador”
em resina acrílica ou silicone de adição
pesada). Em seguida, o fragmento deverá ser levado em posição
para que se verifique:
• O grau de desidratação;
• A perda ou não de estrutura dental e conseqüente
formação de uma “janela” na linha de
união;
• A perda ou não de espaço (movimentação
de dentes adjacentes) que impedem o assentamento do fragmento;
• Hiperplasia gengival ou migração do dente
antagonista;
• A adaptação do fragmento ao remanescente
dental.
- Isolamento
do campo operatório: As colagens de fragmentos
em fraturas com término supragengival podem ser executadas
de forma adequada, mesmo com isolamento relativo. No entanto,
para as fraturas subgengivais, e especialmente para aquelas em
que há invasão dos espaços biológicos,
torna-se imprescindível o uso do dique de borracha mantido
com grampo retrator nº 212 e estabilizado com godiva de baixa
fusão.
- Tratamento
da dentina com vitalidade:
feito por meio do emprego de bases, como, por exemplo, os cimentos
de hidróxido de cálcio e/ou de ionômero de
vidro, ou técnica de condicionamento ácido total
e hibridização do esmalte e da dentina com um sistema
hidrófilo de última geração.
-
Preparo do fragmento e remanescente dentais:
Os desgastes a serem executados tanto no fragmento como no remanescente
dentais visam: compensar a espessura da base (feito em alta velocidade
com ponta diamantada esférica); criar uma faixa de resina
composta para mascarar a linha de união fragmento/remanescente
(pontas esféricas ou em chama); cobrir por vestibular o
fragmento que após a colagem se mostra muito visível.
O preparo após colagem, visando melhorar a estética,
geralmente se constitui em bisel duplo ou chanfrado duplo envolvendo
a linha de união. Sua extensão varia de caso para
caso.
- Procedimento
adesivo (colagem propriamente dita): Ataque ácido
realizado com ácido fosfórico a 37% durante 15 segundos
com proteção dos dentes adjacentes por meio de tira
de poliéster, realizado em esmalte e dentina tanto do remanescente
quanto do fragmento. Quando forem empregadas bases protetoras,
o condicionamento ácido deverá limitar-se à
área de dentina não coberta pela base, ao esmalte
interno e 2 a 3 mm do esmalte externo. Após 15 segundos,
o ácido deverá ser lavado com spray ar/água.
Em seguida, a dentina deverá ser “protegida”
e seca ao mesmo tempo com uma bolinha de papel absorvente ou algodão,
enquanto o esmalte deverá ser seco com um jato de ar. Um
primer hidrófilo deverá ser aplicado sobre a superfície
dentinária úmida, de acordo com as recomendações
do fabricante. Em seguida aplica-se um jato de ar sobre a superfície
dentinária, causando evaporação do solvente
e da água. Após a aplicação do primer,
aplica-se uma camada de adesivo, o qual irá se unir à
camada de primer infiltrada na dentina condicionada. Cuidado especial
deverá ser tomado para evitar a polimerização
do sistema adesivo, antes do assentamento do fragmento, pois caso
isto venha a ocorrer, poderá impossibilitar o assentamento
correto do mesmo. Após a aplicação do sistema
adesivo em toda superfície condicionada, o fragmento devidamente
imobilizado deverá ser carregado com resina composta previamente
selecionada, e levado em posição para a colagem
propriamente dita. Após certificar-se de que o fragmento
encontra-se na posição adequada, os excessos de
resina devem ser removidos e o conjunto adesivo/resina composta
deverá ser polimerizado por cerca de 60 segundos.
Nos casos em que houver a existência de uma “janela”
na linha de fratura, a união deverá ser executada
apenas com o sistema adesivo e, subseqüentemente, a “janela“
deverá ser fechada com a resina composta selecionada. A
resina da linha de união deve ser adequadamente acabada
e polida e, em seguida, o isolamento do campo deverá ser
retirado e a oclusão checada, e corrigida, se necessário.
Nos casos em que se tenha realizado um procedimento cirúrgico
para ganhar acesso à margem cervical da fratura, tal região
deverá ser irrigada com soro fisiológico, e os retalhos,
comprimidos contra o leito com auxílio de uma gaze molhada,
por 5 minutos, quando então deverão ser suturados
e a região protegida com cimento cirúrgico. Nestes
casos o paciente deverá ser medicado com um analgésico
e orientado que aplique gelo, envolto em um plástico, de
forma intermitente, durante 10 minutos sobre a face, na região
do procedimento.
Para todos os casos, o paciente deverá ser orientado quanto
aos cuidados com a função incisiva, de forma a minimizá-la
e evitar hábitos que poderão colocar em risco a colagem.
Neste sentido é oportuno indicar o uso de um protetor bucal
àqueles que praticam esportes de risco.
SBTD - Sobre
o tempo entre fratura e colagem?
A colagem do fragmento poderá ser imediata (no mesmo dia
em que a fratura ocorreu) ou mediata (num outro dia quando as condições
forem mais favoráveis para sua realização).
Sabe-se que a possibilidade do fragmento não readquirir a
cor original do remanescente dental aumenta conforme o tempo em
que o fragmento fica fora da boca em meio seco.
SBTD - Em
relação a: fragmento único X múltiplos
fragmentos
O aumento do número de fragmentos aumenta a dificuldade
de imobilização e reposicionamento dos mesmos, além
de aumentar o número de linhas de união entre remanescente
e fragmento tornando mais delicada a resolução estética
do caso.
SBTD -
Qual a importância da proteção pulpar?
A proteção pulpar variará em função
do tipo de fratura. Poderemos atentar para:
• Proteção Indireta
Nas fraturas sem exposição pulpar e que tenham um
remanescente dentinário compatível com uma cavidade
média ( de 1 a 2 mm de dentina remanescente) será
realizada a proteção pulpar indireta.
A proteção indireta pode ser a hibridização.
Em pacientes muito jovens com câmara pulpar ampla uma aplicação
de ionômero de vidro pode ser realizada antes da hibridização.
Nas fraturas onde o remanescente dentinário for compatível
com uma cavidade profunda ( 0,5 mm de dentina remanescente) ou muito
profunda ( menos de 0,5 mm de dentina remanescente) deveremos aplicar
cimento de hidróxido de Cálcio no ponto de maior profundidade,
condicionar a dentina para a aplicação do cimento
de ionômero de vidro, aplicar o CIV e fazer os procedimentos
para a hibridização e colagem. Vale lembrar que o
CIV mais indicados são os fotoativados por permitirem os
procedimentos adesivos imediatamente após sua fotoativação
sem comprometimento das suas propriedades.
• Proteção Direta
Quando houver exposição pulpar faremos a
proteção pulpar direta ou capeamento direto que consiste
na hemostasia e lavagem da cavidade com água de Cal, secagem
com papel absorvente estéril aplicação hidróxido
de Cálcio PA na exposição, aplicação
do cimento de hidróxido de Cálcio, condicionamento
da dentina para a aplicação do cimento de ionômero
de vidro, aplicação o CIV cobrindo todo o agente capeador
e em seguida os procedimentos de hibridização para
colagem do fragmento.
SBTD - Quanto
a sobrevida da colagem, como você vê?
Embora tenhamos um prognóstico bastante favorável,
temos alguns aspectos que nos fazem refletir, como:
• Alteração de cor: Quando
todos os cuidados são tomados e as colagens são efetuadas
dentro de sua indicação e técnica, o prognóstico
geral para a maioria dos casos é muito bom. Todavia, o prognóstico
em relação à aparência do dente ao longo
do tempo varia de caso para caso. Os fatores que mais influenciam
nesta variação são: o grau de desidratação
do fragmento no momento da colagem, a existência de restaurações
no fragmento e/ou no remanescente dental, a condição
e a cor do remanescente dental, a existência de mais de um
fragmento e a técnica empregada para o preparo e a colagem
do fragmento.
• Nova colagem: O fracasso neste tipo de
tratamento também pode ocorrer quando um fragmento previamente
colado se solta. Este fato está normalmente associado a uma
oclusão desfavorável, principalmente durante os movimentos
excursivos da mandíbula ou nos casos de fratura que se estendem
para a margem cervical onde não existe esmalte. Por vezes,
faz-se necessário uma restauração direta com
resina, pois o fragmento não apresenta mais condições
de colagem.
SBTD - Para
finalizar, quando não colar?
• Quando a possibilidade da aparência estética
for pior do que aquela obtida com restaurações com
resina composta ou porcelana. Como por exemplo, em situações
que tanto o remanescente como o fragmento apresentam alteração
de cor e contrastem com os dentes adjacentes, ou quando o fragmento
e o remanescente já se encontram amplamente restaurados com
compósitos.
• Dente anterior parcialmente irrompido – esperar a
completa erupção para executar o tratamento, já
que fraturas com invasão dos espaços biológicos
se transformam em fraturas sem invasão.
Vale lembrar que apesar dos avanços técnicos que
permitem colagem de fragmentos com segurança e bom prognóstico
também aqui a prevenção é o melhor tratamento.
Observamos que muitas das fraturas ocorrem em pacientes jovens durante
a prática de esportes. Muitas das fraturas poderiam ser evitadas
se os profissionais de educação e pais fossem orientados
quanto a necessidade do uso de protetores bucais durante a prática
de alguns esportes.
SBTD - Kátia,
recomende uma leitura para aqueles colegas interessados.
BARATIERI, L, N, et al. Odontologia Restauradora: Fundamentos e
Possibilidades. São Paulo. Editora Santos, 2001.
Dentística. Filosofia, Conceitos e Prática Clínica.
Grupo Brasileiro de Professores de Dentística. Artes Médicas,
2005.
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